sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apagão na educação gera apagão no mercado de trabalho

Nao faltam empregos! Falta educação.

A cada dia que passa vejo mais postos de trabalho sem preenchimento e! por incrível que pareça, a cada entrevista que participo percebo o declínio do conhecimento, da capacidade de raciocínio diante de situações cotidianos e o "analfabetismo" na compreensão, leitura, escrita e fala, se é que aplicamos este termo para todas elas.

Reclamar diante de problemas nunca foi minha bandeira, então o jeito é partir para alternativas, mesmo que paliativas, para contribuir no sentido de melhorar a educação e inserir as pessoas no contexto do mercado.

Neste sentido algumas alternativas são interessantes:

1) programas de trainees: amplamente utilizados pelas empresas, podem ser potencializados se o empresário ou executivo perder o medo de que alguém virá "roubar" seus talentos. Talentos não podem ser "roubados" eles podem ser atraídos e retidos.

2) os professores de faculdades e universidades devem ensinar o que é preciso: por vezes ouço amigos que militam bravamente na profissão de educadores falarem que não podem "puxar muito", diga-se "fazer o básico do básico", porque senão todos repetem. Que repitam! Antes um profissional bem formado, do que um formado incompetente. Eu repeti de ano uma vez e nem por isto deixei de conquistar espaços profissionais. Aquela história de que a faculdade quer somente a mensalidade paga no final do mês e o aluno formado é verdadeira, mas quando deixamos de ensinar por pressão destes empresários eu penso que estamos fazendo o mesmo que eles, ou seja, esperando apenas o pagamento no final do mês, será isto?

3) eliminar a corrupção: votar em pessoas melhores, rejeitar facilidades (típicas do brasileiro), denunciar, ser ativo politicamente e disseminar conhecimento são maneiras de eliminar este grande mau, afinal ética, honestidade e amor são os princípios da vida, os verdadeiros pressupostos, e nunca, jamais a banalização que se faz destes valores nos dias de hoje.

Eu não posso acabar com a pobreza do mundo, mesmo que fosse o homem mais rico do planeta não poderia, mas posso eliminar a pobreza da minha vida e ajudar outras pessoas a compreenderem esta máxima!

E você, o que pode fazer para melhorar?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

No mundo atual vencerão os países e as empresas que tiverem a melhor logística

Antes do evento da globalização a preocupação com logística era regional.
Atualmente as empresas não têm mais nacionalidade e podem vender a todo instante e em qualquer lugar do planeta.

Vejamos porque a necessidade de melhoria na logística:

  • Apenas com um click do mouse, um toque no tablet ou um botão do smartphone é possível comprar ou vender produtos para qualquer consumidor ou empresa;
  • A retomada do consumo nos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China);
  • A entrada da classe C, D e E no consumo, devido a melhoria de condições financeiras motivadas por programas de inclusão social e pelo crescimento econômico que vem ocorrendo depois da crise de 2008 (apesar das ações contra a inflação para frear o consumo);
  • As empresas precisam de informação, de integração dos processos e/ou de segmentação das atividades, para melhorar a qualidade, reduzir o custo e o tempo total de produção e entrega.
Ainda temos notícias do chamado “Apagão Logístico” no Brasil, pois a demanda tem sido muito maior do que nossa capacidade instalada de logística.

Mas como podemos melhorar esta situação?

Investimentos de infra-estrutura são urgentes e necessários, a Copa do Mundo e as Olimpíadas correm risco, mas não fazemos isto da noite para o dia.

Necessário então olhar também para outras dimensões do problema, e uma delas é tecnologia da informação. Neste quesito, podemos adotar algumas práticas:
  • Melhorar a inteligência dos processos dos sistemas de informação;
  • Integrar os sistemas de produção das empresas, formando a cadeia de fornecimento e de consumo;
  • Melhorar os sistemas de logística com ênfase na armazenagem, distribuição, otimização de rotas e frotas e integração dos diferentes modais de transporte;
  • Fazer com que os sistemas de e-commerce conversem, de fato, com os de produção e logística;
  • Permitir que os processos possam ser mudados em tempo real; e
  • Criar software que funcione em qualquer dispositivo de interação entre a oferta e demanda.
Vender o produto que está em estoque sem ter "como" entregar, melhor nem produzir; e vender sem capacidade de produzir, melhor fechar as portas.

Mas podemos mudar isto agregando inteligência na informação e colocando este conteúdo útil disponível em todos os meios de comunicação e interação!!

Melhores resultados virão!!

Quanto custa o Software Livre? Você já pensou nisto?

Há muito tempo temos ouvido falar no software livre, ou seja, sem custos.

Mas será que é isto mesmo?!

Todas as empresas esperam reduzir o custo total de propriedade com ativos de qualquer natureza e em tecnologia da informação não seria diferente.

Nossas empresas também precisam de garantias quanto a continuidade, manutenção e evolução dos produtos e serviços que consumimos para atender aos nossos clientes.

Software é uma ferramenta de auxílio diário para processamento adequado de informação, para atendimento ao cliente e geração de riqueza. Ele precisa de evolução constante, visto que a única certeza que temos hoje é a mudança contínua. A empresa precisa de inteligência e vantagem competitiva. Apenas neste contexto, me pergunto, será que o software pode ser livre?

Poderia pensar em relação a software de utilidade pública em geral, mas mesmo aqui é preciso estrutura e  algum serviço para que funcione adequadamente. É improvável manter algo desta natureza sem custo.

Tivemos uma experiência de usar um software livre e vimos que para mantê-lo operando de forma adequada estávamos gastando rios de dinheiro em consultoria. Qual teria sido o custo total de propriedade para esta solução se usássemos software pago? Muito provavelmente no primeiro momento o valor seria mais alto, mas ao longo do tempo veríamos que o projeto seria muito mais rentável usando esta alternativa.

Outra questão é que software com código aberto dá margem ao replanejamento da segurança de sistema. Se por um lado conseguimos fechar algumas portas de nossos sistemas para que ninguém invada e tenha acesso a informações sigilosas do negócio, por outro lado quem quer invadir também sabe como o software de código aberto funciona, o que torna mais fácil o acesso a seus dados se a segurança não for adequada. Isto significa mais gastos sem segurança.

Na verdade muitas empresas defendem o uso indiscriminado de software livre com o intuito exclusivo de garantir boa renda na prestação de serviços.

Você já imaginou se o conceito pega?!

Seria bom! Quem sabe daqui a algum tempo a gente tenha acesso a carro livre, supermercado livre, frete livre, enfim, tudo sem custo, tudo sem gerar nenhuma riqueza financeira. Seria muito bom, não é? Mas lembrem-se o salário também seria livre!